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Araracanga. Foto: Haroldo Palo Jr.

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07 dez 2018
Mudanças Climáticas

Recuperar florestas traz grande economia em tratamento de água

Estudos feitos em três estados brasileiros mostram que a recuperação florestal em bacias hidrográficas pode gerar economia de milhões de reais para tratar água com menos sedimentos

A recuperação florestal de áreas degradadas e a preservação de remanescentes naturais existentes em bacias hidrográficas são fundamentais para garantir a segurança hídrica, além de proporcionarem economia significativa com o tratamento de água e aumentarem a resiliência aos impactos da mudança do clima. Estudos conduzidos em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, apontam essas medidas como estratégicas para o abastecimento de água.

Áreas desmatadas fazem com que mais sedimentos sejam levados para o leito dos rios, o que eleva o custo de tratamento da água. Ou seja, a incorporação da infraestrutura natural – ou infraestrutura verde – nos planos de gestão hídrica pode aumentar a eficiência, o desempenho e a resiliência dos sistemas convencionais, reabilitando a paisagem a filtrar e ofertar água de melhor qualidade às próprias estações de tratamento. Poupam energia, produtos químicos e desgastes de equipamento das estruturas construídas, economizando recursos financeiros e oferecendo outros benefícios ambientais.

Enquanto no Rio de Janeiro a recuperação de 3 mil hectares e a preservação das áreas existentes gerariam economia de cerca de R$ 156 milhões em 30 anos, São Paulo deixaria de gastar R$ 219 milhões no mesmo período com a restauração florestal de 4 mil hectares e a conservação de áreas verdes. Já em São Bento do Sul (SC), a restauração de 3,2 mil hectares associada à manutenção das áreas naturais existentes reduziria a quantidade de sedimentos que chegam aos rios em até 54%, podendo reduzir os custos com tratamento e abastecimento de água em 13% para São Bento e 26% para Rio Negrinho.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com outras instituições – como World Resources Institute (WRI), The Nature Conservancy (TNC), Instituto Bioatlântica (Ibio) União Nacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Natural Capital Coalition e Fundação FEMSA –, desenvolveu estudos nas bacias Cantareira (SP), Guandu (RJ) e Rio Vermelho, em São Bento do Sul (SC). As pesquisas podem servir de exemplo para outros municípios e os resultados contribuem com os processos de tomada de decisão, possibilitando o direcionamento de investimentos para regiões com maior retorno.

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