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Araracanga. Foto: Haroldo Palo Jr.

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24 jun 2019
Institucional

Iniciativa reúne instituições para fortalecer segurança hídrica da Baía de Guanabara

Laboratório de inovação visa aumentar as redes de cooperação, com atores públicos e privados, em prol da segurança hídrica e resiliência costeiro marinha da região da baía.

​C​rédito: iStock
Localizada no estado do Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara engloba 14 municípios, formando uma região hidrográfica de extrema importância no âmbito econômico, social e de lazer. 

Para fortalecer a segurança hídrica e a resiliência marítimo costeira na Baía de Guanabara será lançada, no dia 24 de junho, a iniciativa OásisLab. A proposta desenvolveu um laboratório de inovação que vai reunir atores dos setores público e privado, com o objetivo de criar e prototipar soluções baseadas na natureza e aprimorar os projetos de conservação já em execução na Baía. “O OásisLab visa formar alianças estratégicas para destravar soluções e projetos existentes, bem como desenhar projetos colaborativos, integrando agendas para a geração de impactos positivos na região hidrográfica e nos seus ecossistemas costeiros associados”, destaca o coordenador de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário, Renato Atanazio. 

O programa é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea). A principal estratégia a ser adotada é a formulação de Soluções baseadas na Natureza (SbN), que são ações que utilizam processos e ecossistemas naturais para enfrentar desafios atuais urgentes da sociedade. No caso da Baía de Guanabara, os principais desafios e as possíveis SbN aplicáveis são:

- Segurança hídrica: conservar e recuperar os ecossistemas visando ampliar a capacidade de armazenamento e produção de água na natureza, reduzindo o transporte de sedimentos e os custos com o tratamento da água.
- Assoreamento: ampliar a cobertura de vegetação nativa na região, especialmente nas margens de rios, controlando a quantidade de sedimentos que chegam à Baía. 
- Enchentes/inundações: manter e ampliar áreas naturais nativas que possam minimizar os fluxos superficiais de água, aumentando o potencial de adaptação aos eventos extremos de chuva que historicamente impactam a região.
- Degradação dos ecossistemas costeiros: serão realizadas ações de manejo sustentável e recuperação de recifes, que podem ser eficientes também para conter o avanço do nível do mar e ao mesmo tempo desenvolver a economia local; 

“Há um imenso potencial ainda não explorado na Baía de Guanabara. A Firjan quer ser protagonista da plena recuperação da Baía, e para isso precisamos agir de forma integrada. Com esse objetivo, identificamos na parceria com a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e com o Instituto Estadual do Ambiente uma oportunidade de participar deste processo de melhoria de sua qualidade ambiental, gerando oportunidades de negócios, emprego, renda, bem-estar social e desenvolvimento econômico do entorno”, ressaltou Lídia Aguiar, analista de Meio Ambiente da Firjan.

Desenvolvimento do OásisLab

Cerca de 50 instituições, entre empresas, indústrias, ONGs e órgãos públicos, devem participar do OásisLab. Serão realizadas duas etapas, sendo uma delas de idealização conjunta dos projetos e a outra de potencialização, trazendo atores de diversos segmentos que podem apontar desafios e, a partir de uma abordagem focada na natureza, desenhar soluções para a Baía de Guanabara,

Projetos executados em outras regiões do País também servirão de base para o laboratório de inovação. Um exemplo é o Estudo da Bacia do Rio Vermelho, em São Bento do Sul (SC), que identificou os benefícios da conservação e recuperação das áreas naturais nativas nas bacias hidrográficas do município e região, visando o aumento da segurança hídrica, considerando os impactos da mudança do clima. O projeto também apontou uma redução de 39% nos gastos de tratamento e abastecimento de água. Sem o investimento, os prejuízos poderiam chegar a quase R$ 32 milhões por ano.

Outro projeto que servirá de exemplo foi colocado em prática no Paraná. O Cultivando Água Boa (CAB) é uma metodologia fundamentada em diversas ações socioambientais relacionadas com a segurança hídrica da região de fronteira do Brasil com o Paraguai, no oeste paranaense, em que a Usina Hidrelétrica de Itaipu está inserida. A iniciativa contou com a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade, além da promoção da qualidade de vida nas comunidades na área de influência da Itaipu Binacional.