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Araracanga. Foto: Haroldo Palo Jr.

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28 jun 2018
Apoio a Projetos

Florianópolis no foco da conservação

Evento reúne pesquisadores e poder público para discutir criação e fortalecimento de Unidades de Conservação (UCs) catarinenses

​Parque Estadual Serra do Tabuleiro será uma das unidades de conservação discutidas no evento. 
Crédito: Fabricio Basilio Almeida​
Hoje (28/06), a cidade de Florianópolis sedia o Workshop “Estratégias de conservação para o estado de Santa Catarina”, com o objetivo de mostrar oportunidades de aumentar o impacto da atuação do Governo Estadual na conservação da natureza.

O encontro  propõe a criação e o fortalecimento de Unidades de Conservação (UCs) catarinenses, a partir de levantamentos de projetos apoiados pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. No caso do Parque Estadual Serra do Tabuleiro, os projetos indicam a necessidade de ações adicionais para proteger o preá Cavia intermedia – um dos mamíferos mais raros do planeta – e as turfeiras que são habitats encharcados com uma elevada acumulação de matéria orgânica. Já para o Parque Estadual do Rio Vermelho​, as recomendações estão relacionadas à conservação ao anfíbio Ischnocnema manezinho na Ilha de Santa Catarina. Também há recomendações para e a criação de UCs no nordeste de Santa Catarina, para proteger populações de anfíbios.

Presente no evento, o Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) tem a oportunidade de conhecer tanto os resultados de projetos apoiados pela Fundação Grupo Boticário quanto um estudo elaborado pela própria Fundação que mostra como valorar os “Benefícios Sociais e Econômicos das Áreas Protegidas”.

“Santa Catarina tem uma riqueza ambiental enorme e, por isso, precisa cada vez mais de ações de conservação”, declara o coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Emerson Oliveira. Segundo ele, o Workshop  tem como objetivo estimular o diálogo entre os atores que promovem ações de conservação: os pesquisadores apresentam ao Poder Público o conhecimento gerado pelos seus projetos e sugerem a adoção de práticas prioritárias para espécies e ecossistemas; ao mesmo tempo, o evento é uma oportunidade para os tomadores de decisão receberem as demandas da comunidade científica e indicarem necessidades de futuros estudos para suprir possíveis lacunas de informação.

Representantes de instituições de três desses projetos também confirmaram presença no evento, para mostrar os resultados e principais recomendações para ações de conservação em Santa Catarina. São elas, a Mater Natura Instituto de Estudos Ambientais, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU) e a Associação Instituto Boitatá de Etnobiologia e Conservação da Fauna.​