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Araracanga. Foto: Haroldo Palo Jr.

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28 abr 2017
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Água virtual e consumo consciente

Nosso especialista explica que a nossa relação com a conservação da água vai muito além de fechar a torneira e ficar pouco tempo no chuveiro

Guilherme Karam: “Se o consumidor começar a considerar a água virtual envolvida em cada produto ao fazer suas compras e tomar decisões a partir disso, as empresas serão pressionadas a buscar alternativas para reduzir o consumo e conservar cada vez mais esse recurso.”
Crédito: Acervo Fundação Grupo Boticário​
 * Por Guilherme Karam

 
Qual a quantidade de água que você acredita utilizar diariamente? Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 110 litros devem ser suficientes para atender às necessidades de uma pessoa ao longo de 24 horas, mas um banho de cinco minutos já consome cerca de 60 litros de água. Entretanto, essa estimativa da ONU não considera um conceito importante: a água virtual.

Qualquer processo produtivo utiliza água, mesmo que ela não faça parte do produto final. O total do líquido empregado, desde o início da produção até ele chegar ao ponto de venda, é o que chamamos de água virtual. Nos produtos agrícolas, como frutas, legumes e grãos, por exemplo, entram no cálculo a água de irrigação da lavoura, a que é necessária na industrialização, na confecção da embalagem e no transporte até o mercado.

Esse conceito ainda não é muito difundido entre a maior parte das pessoas e seu cálculo não faz parte do dia a dia. Quando falamos em economia de água, nós a relacionamos a banhos mais curtos ou escovar os dentes com a torneira fechada. São atitudes que têm importância, mas também é imprescindível pensar nos nossos hábitos gerais de consumo e como eles podem afetar a disponibilidade de recursos hídricos.

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* Guilherme Karam é coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza​